Em breve teremos, de um lado do ringue, Superman. Do outro, Batman. Um mês depois, outra luta, que vem sendo chamada pelos marqueteiros
de plantão, como “a maior do século”, colocará frente a frente Capitão América e Homem de Ferro. E cadê os vilões?
O ano de 2016 marcará um dos maiores embates
de heróis, envolvendo os maiores representantes das duas editoras rivais, a Marvel e a DC Comics, tendo como ringue as telas de cinemas.
Batman
Vs Superman: A Origem da Justiça, que estreia no Brasil em
24 de março, e Capitão América: Guerra
Civil, previsto para 21 de abril, levaram para os cinemas histórias em
quadrinhos emblemáticas de seus personagens.
O primeiro adapta alguns aspectos de O Cavaleiro das Trevas, série
responsável por levar Frank Miller ao
posto dos gigantes do gênero, encontrando uma forma de o humano e engenhoso Batman ser capaz de derrotar o todo-poderoso
Superman, numa batalha cheia de
significados e subtextos. Dois heróis, duas ideologias, uma rivalidade acirrada
desde os primeiros encontros.
A obra de Frank
Miller foi a base para o trabalho de Zack
Snyder, diretor de A Origem da
Justiça, mas o encontro inédito dos heróis no cinema tem o objetivo de deixar
claro que os dois principais personagens da DC
Comics convivem no mesmo universo cinematográfico e a presença de alguém
tão forte quanto Superman, capaz de
destruir cidades inteiras, assusta um já experiente Batman, que assume para si a obrigação de eliminar o alienígena de
colante azul e capa vermelha.
A partir desse filme, Zack Snyder parte para criar nos cinemas a Liga da Justiça, o encontro dos maiores heróis da DC Comics. A Mulher Maravilha, interpretada por Gal Gadot, também está no longa
de março.
No mês seguinte, é chegada a vez de Tony
Stark e Steve Rogers vestirem seus uniformes e ocuparem lados opostos. Detalhes
da trama ainda não foram revelados, mas sabe-se que uma ação mal planejada do
Capitão e seus amigos causa uma nova comoção mundial a favor de que os
Vingadores passem a trabalhar para as Nações Unidas, não mais de forma
independente. O Homem de Ferro
concorda, mas o Capitão América,
depois de ser usado como arma política nos outros dois filmes solo, não entende
que essa é a melhor solução. Há uma divisão entre os heróis da Marvel, assim como acontece nos quadrinhos;
dois times se formam e a pancadaria tem início.
Foi uma grande jogada, nas HQs, colocar herói
contra herói. As vendas, antes capengas, cresceram e mostraram um caminho a
seguir. Alguns álbuns, inclusive, mostravam o embate entre a turma da DC Comics versus os encapuzados da Marvel. Nas telas de cinema, contudo, é
cedo para imaginar que filmes de super-heróis já precissem desse empurrão, uma
vez que já tivemos obras em que o vilão se tornou muito mais interessante do
que o herói protagonista, vide o Coringa, de Heath Ledger. A sorte está
lançada. Façam suas apostas.
Fonte:
Jornal “O Estado de S. Paulo”, C1 – Pedro Antunes.




