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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

SERES FANTÁSTICOS - ASMODEUS

NOME ORIGINAL: Asmodeus significa "criatura que julga", “Criatura do julgamento”, “O destruidor”. O nome Asmodeu significa também “aquele que faz perecer” (anjo destruidor II Samuel 24:16, Sabedoria 18: 25, Apocalipse 9:11). Asmodeu reaparece no Testamento de Salomão (onde ele é, como em Tobias, inimigo da união conjugal) e no judaísmo pós-biblico. Asmodeus também é chamado de Ashmadia que pode originar do Persa Aeshma-Deva ou "Demônio da Ira", um dos demónios do parsismo. Em língua persa Aeshma-Daeva, era o Demónio Destruidor, o Exterminador. O seu nome significa o “Sopro ardente de Deus”.
PAÍS: Mundial
CARACTERISTICAS:
Asmodeus é normalmente representado como uma espécie de quimera, com asas e três cabeças: uma de homem com hálito de fogo, uma de touro e uma de carneiro, símbolos de virilidade e fertilidade. Porém, pode ser representado também como uma espécie de feiticeiro capaz de adotar a forma de aranha.
HISTORICO: As diversas teses acerca do seu nascimento. Algumas fontes dizem que Asmodeus era um anjo caído, tendo a condição de Serafim ou Querubim, antes da sua queda. Nas antigas tradições apócrifas, Asmodeus seria filho de Adão (Adamah) o primeiro homem, e de Lilith, enquanto ela ainda era sua esposa (Lilith foi a primeira mulher de Adão, só depois Deus criou Eva) e ambos viviam no paraiso.
Só depois, Lilith se revoltou e saiu do paraíso, passando a ser a terrível Deusa Negra.

     Ashmoedai seria o mais velho de 7 irmãos demónios: Mahawet, Sham'ha, Naam'ha, Shibbetha, Bahael et Rhu'há.
      Mais tarde, Lúcifer veio a possuir Eva (a segunda mulher de Adão), e desse segundo relacionamento sexual nasceu Caim. Assim, Caim e Asmodeus são por isso os primeiros primogênitos da história humana, ambos condenados aos domínios infernais.
     Outros escritores judaicos descrevem o nascimento de Asmodeus através de um incesto de Tubal Cain com sua irmã Noema.




FATOS REAIS: Asmodeus é um demônio da mitologia do judaísmo (Livro de Tobias 3,8,17- 6,14 – 8,2), considerado o demónio bíblico da ira e da luxúria.
     É um demónio bíblico, foi ele quem matou os 7 maridos de Sara, filha de Raquel, no próprio dia do casamento.
    De acordo com o dicionário bíblico, Asmodeus é o demónio que assediava Sara, filha de Raquel, e que matou os seus sete primeiros maridos, no próprio dia do casamento, antes de eles terem relaçoes sexuais. Sara, devido á vergonha que tal situação causava ao pai, pediu a Deus para morrer. Então Deus ouvindo as suas orações, enviou o Arcanjo Rafael para resolver o problema e guiar Tobias. Assim, o Arcanjo Rafael deu a receita do “medicamento de Deus”, que consistiu em queimar, num queimador de incenso, uma mistura de coração e fígado de um certo peixe. O terrível cheiro do peixe expulsou o demónio do corpo de Sara, e o Arcanjo Rafael o teria capturado e acorrentado de mãos e pés no deserto do alto Egito, permitindo desta forma a Sara casar-se com Tobias. Este posteriormente cegou, mas graças á ajuda do seu filho e da interferência do Arcanjo Rafael, ficou curado.
     Asmodeus, o grande rei dos demônios, tem como consorte mais nova, Lilith “a jovem”, filha do rei Qafsefoni. Nos Capítulos dos Pequenos Hehalot está escrito que Samael, o grande príncipe dos demónios, tem excessivos ciúmes de Asmodeus por causa desta Lilith, a Jovem.
     A Qabahla Medieval diz que de Asmodeus e de sua consorte Lilith nasceu um grande príncipe no paraíso, sendo este a régua de oitenta mil demônios destrutivos e é chamado de "a espada do rei Asmodeus". Seu nome é Alefpene'ash e sua face queima como um fogo violento (' esh). Ele também é chamado Gurigur, porque antagoniza e luta com o "Príncipe de Judah" tentando-o durante seu jejum de 40 dias no deserto.
     Na demonologia, Asmoday é normalmente representado com asas e três cabeças: uma de homem com hálito de fogo, uma de touro e uma de carneiro, simbolos de virilidade e fertilidade.
     É representado sentado sobre um dragão infernal, armado de uma lança e cuspindo fogo. Sendo o demónio chefe de shedin, classe de demónios com garras de galo, ele mesmo tem pés de galo, e uma cauda de serpente.
    Numa classificação demonológica baseada nas categorias dos sete pecados capitais, Asmodeu é o demônio da luxúria e da lascívia.
     No século 16º alguns demonólogos, atribuiram um mês a cada demónio: o mês de NOVEMBRO foi considerado o mês, em que o poder de Asmodeus estaria mais forte.
     Outros demonólogos, afirmaram que o seu signo zodiacal era aquário, mas somente entre 30 de Janeiro e 8 de Fevereiro.
     Na casta demoníaca – HIERARQUIA segundo a goetia – Ashmedai, pertence á casta de demónios mais poderosos. É tido como um dos cinco príncipes do inferno, abaixo de Lúcifer, o imperador. São eles: Asmodeus, Astaroth, Baal, Belzebub, Belial.
     Asmoday é o 32º espírito da Goetia. É um grande, forte e poderoso rei, que governa 72 legiões de espíritos inferiores.
    
 

TELEVISÃO E CINEMA: Alguns filmes que tem no enredo participação de Asmodeus.
  - Demons Hunters (2005)
  - Spectre (1977)



SAIBA MAIS: Algumas fontes para pesquisa.
 - Liber Azerate, Joy of Satan, Asmussen, Jes Peter (1983)
 - "Aēšma", Encyclopaedia Iranica, 1, New York: Routledge & Kegan Paul, pp. 479–480
 - Wikipédia, a Enciclopédia Livre
 - History of Zoroastrianism, New York: OUP,  Russell, James (2001)
 - As Clavículas de Salomão - As Chaves da Magia Cerimonial, Brasil (2004). 
           

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

SERES FANTÁSTICOS - EXU (ORIXÁS)

 

NOME ORIGINAL: Èsù (iorubá), significa “esfera”
PAÍS: Vários países do continente africano e Brasil.

CARACTERISTICAS: Exu é um orixá africano, também conhecido como: Esu, Eshu, Bará, Ibarabo, Legbá, Elegbara, Eleggua, Akésan, Igèlù, Yangí, Ònan, Lállú, Tiriri, Ijèlú. Algumas cidades onde se cultua o Exu são: Ondo, Ilesa, Ijebu, Abeokuta, Ekiti e Lagos. É representado de muitas formas. No Brasil, no sincretismo religioso é representado por Santo Antonio.

HISTÓRICO: Exu é o orixá da comunicação. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano. Exu é o orixá do movimento. Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun (o mundo espiritual) e o Aiye (o mundo material) seja plenamente realizada.
     Na África na época da colonização européia, o Exu foi sincretizado erroneamente com o diabo cristão pelos colonizadores, devido ao seu estilo irreverente, brincalhão e à forma como é representado no culto africano. Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual, é comumente confundido com a figura de Satanás, o que é um equívoco, de acordo com a construção teológica iorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado uma personificação do mal.
    Mesmo porque, nessa religião, não existem diabos ou entidades encarregadas única e exclusivamente de coisas ruins, como ocorre no cristianismo, segundo o qual tudo o que acontece de errado é culpa de um único ser que foi expulso por Deus. Na mitologia ioruba, porém, assim como no candomblé, cada uma das entidades (Orixás) tem sua porção positiva e negativa assim como o próprio ser humano.
 

     De caráter irascível, Exu se satisfaz em provocar disputas e trazer calamidades para as pessoas que estão em falta com ele. No entanto, como tudo no universo possui de um modo geral dois lados, positivo e negativo, Exu também funciona de forma positiva quando é bem tratado. Daí ser Exu considerado o mais humano dos orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano, que é, de um modo geral, mutante em suas ações e atitudes.
     Conta-se na Nigéria que Exu teria sido um dos companheiros de Oduduà quando da sua chegada a Ifé e chamava-se Èsù Obasin. Mais tarde, tornou-se um dos assistentes de Orunmilá e ainda rei de Ketu, sob o nome de Èsù Alákétú. A palavra elegbara significa "aquele que é possuidor do poder" (agbará) e está ligada à figura de Exu.
     Um dos cargos de Exu na Nigéria, mais precisamente em Oyó, é denominado Èsù Àkeró ou Àkesán, que significa "chefe de uma missão", pois este cargo tem como objetivo supervisionar as atividades do mercado do rei. Exu praticamente não possui ewós (ou quizilas) e aceita quase tudo o que lhe oferecem.
     Os iorubás cultuam Exu em um pedaço de pedra porosa chamada Yangi, ou fazem um montículo grotescamente modelado na forma humana com olhos, nariz e boca feita de búzios. Ou ainda representam Exu em uma estatueta enfeitada com fileiras de búzios tendo em suas mãos pequeninas cabaças onde ele, Exu, carrega diversos pós de elementais da terra usados de forma bem precisa em seus trabalhos.
     Exu tem a capacidade de ser o mais sutil e astuto de todos os orixás. E quando as pessoas estão em falta com ele, simplesmente provoca mal entendidos e discussões entre elas e prepara-lhes inúmeras armadilhas. Diz um orìkì que: "Exu é capaz de carregar o óleo que comprou no mercado numa simples peneira sem que este óleo se derrame".
     E assim é Exu, o orixá que faz o erro virar acerto e o acerto virar erro. Èsù Alákétú possui essa denominação quando Exu, por meio de uma artimanha, conseguiu ser o rei da região, tornando-se um dos reis de Ketu. Sendo que as comunidades dessa nação no Brasil o reverenciam também com este nome. Todos os assentamentos de Exu possuem elementos ligados às suas atividades. Atividades múltiplas que o fazem estar em todos os lugares: a terra, pó, a poeira vinda dos lugares onde ele atuará. Ali estão depositados como elemento de força diante dos pedidos.
 

     No Brasil, mais precisamente na umbanda, Exu é um dos mais importantes orixás e sempre é o primeiro a receber as oferendas, as cantigas e as rezas: é saudado antes de todos os orixás, antes de qualquer cerimônia ou evento. O Exu orixá não incorpora em ninguém para dar consultas como fazem os exus de umbanda, eles são assentados na entrada das casas de candomblé como guardiões, e em toda casa de candomblé há um quarto para Exu, sempre separado dos outros orixás, onde ficam todos os assentamentos dos exus da casa e dos filhos de santo que tenham Exu assentado.
     É astucioso, vaidoso, culto e dono de grande sabedoria, grande conhecedor da natureza humana e dos assuntos mundanos daí a assimilação com o diabo pelos primeiros missionários que, assustados, dele fizeram o símbolo da maldade e do ódio. Exu reage favoravelmente quando tratado convenientemente, identificado no jogo do merindilogun pelo odu okaran.
     Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: Elegbá ou Elegbará, Bará ou Ibará, Alaketu, Agbô, Odara, Akessan, Lalu, Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Ibarabo, Yangi, Baraketu (guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Iná (reverenciado na cerimônia do padê).
     A segunda-feira é o dia da semana consagrado a Exu. Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; as oferendas são bodes e galos, pretos de preferência, e aguardente, acompanhado de comidas feitas no azeite de dendê. Aconselha-se nunca lhe oferecer certo tipo de azeite, o Adí, por ser extraído do caroço e não da polpa do dendê e portar a violência e a cólera. Sua saudação é "Larôye!" que significa o bem falante e comunicador.
     Consiste o padê em um prato de farofa amarela, acaçá, azeite-de-dendê e uma quartinha de água ou cachaça, que são "arriados" para Exu.
     Na nação de angola ou candomblé de Angola, Exu recebe o nome de Aluvaiá, Pambu Njila e Legbá, no candomblé jeje.
    Não deve ser confundido com a entidade Exu de Umbanda. Os exus de umbanda são entidades de pessoas desencarnadas que, por motivos de evolução espiritual, retornaram à terra para cumprir essa missão junto ao seus seguidores. Essas entidades são confundidas com esu ou exu do candomblé devido à proximidade que Exu tem com os homens. Entretanto, não são considerados orixás como o Exu, e sim entidades espirituais em evolução. Não se deve confundi-los com quiumbas - conhecedores das vontades de homens e mulheres no plano terrestre, onde viveram em épocas diferentes, com os mesmos problemas, desejos e sonhos.
     Em Cuba, é chamado de Elegua, Elegguá ou Eleggua. É uma das deidades da religião ioruba. Na santería, é sincretizado com o Santo Niño de Atocha ou com Santo Antônio de Pádua. É o porteiro de todos os caminhos, da montanha e da savana, é o primeiro dos quatro guerreiros junto a Oggun, Osun e Oshosi.
     Tem 201 caminhos, suas cores são o vermelho e o preto e seus números são 3 e 7. É o comunicador e Ifá lhe deu quatro búzios para falar com ele. Ele está presente no início da vida e na hora da morte.
    No vodu haitiano, é chamado de Papa Legba e Legbá Petró, Maitre Carrefour("dono da encruzilhada"). É o intermediário entre o loa e a humanidade. Ele está em uma encruzilhada espiritual e dá (ou nega) permissão para falar com os espíritos de Guinee, e acredita-se que fale todos os idiomas humanos. Ele é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia.
    Na República Dominicana, é cultuado como Vodun Legba, e, em Trinidad e Tobago, como Eshu.

FATOS REAIS: Seus praticantes costumam fazer-lhe oferendas para que levem seus pedidos aos Orixás. Tais oferendas ou “trabalhos” são, geralmente, encontrados em encruzinhadas e entroncamentos.


 TELEVISÃO E CINEMA: Alguns filmes que tem no enredo o envolvimento de Exu, em suas diversas formas.
      - Besouro (Brasil – 2009)
      - A boca do mundo – Exu no Candomblé (Documentário – Brasil – 2011).
 

SAIBA MAIS: Algumas fontes para pesquisa.
     - Livro de Exu: O mistério revelado – Autor: Rubens Saraceni
     - Exu, Pomba-Gira e Seus Axés – Autor: Evandro Mendonça.
     - Sou Exu, Eu sou a Luz... – Autor: Joice Piacente.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

SERES FANTÁSTICOS - PAPAI NOEL


NOME ORIGINAL: Alemanha: Nikolaus ou Weihnachtsmann (Homem do Natal - Alemanha); Papá Noel (Argentina, Colômbia, Espanha, Paraguai , Peru e Uruguai); Papai Noel (Brasil); Viejito Pascuero (Chile); Djed Mraz (Croácia); Julemanden (Dinamarca); Božiček (Eslovénia); Santa Claus (Estados Unidos e Canadá); Joulupukki (Finlândia); Père Noël (França); Babbo Natale (Itália); Father Christmas (Inglaterra); サンタクロース - lê-se "Santa kurosu" vem do inglês Santa Claus (Japão); Dedo Mraz (Macedônia); Kerstman - literalmente "homem do Natal" (Países Baixos); Pai Natal (Portugal); Father Christmas (Reino Unido); Дед Мороз - lê-se "Ded Moroz" (Rússia); Jultomte (Suécia).
PAÍS: Mundial
CARACTERISTICAS: homem rechonchudo, alegre e de barba branca trajando um casaco vermelho com gola e punho de manga brancos, calças vermelhas de bainha branca, e cinto e botas de couro preto. Essa imagem se tornou popular nos EUA e Canadá no século XIX devido à influência da Coca-Cola, que na época lançou um comercial do bom velhinho com as vestes vermelhas. Essa imagem tem se mantido e reforçado por meio da mídia, como músicas, filmes e propagandas. 

HISTORICO: Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C. O bispo, homem de bom coração, costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi transformado em santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.
A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Nos Estados Unidos ganhou o nome de Santa Claus, no Brasil de Papai Noel e em Portugal de Pai Natal.
Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criada por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano.
O visual vermelho e branco ganhou impulso em 1931, quando a Coca-Cola realizou uma grande campanha publicitária usando um Papai Noel vestido conforme a criação de Nast. Historicamente, a Coca-Cola não foi a primeira empresa de bebidas não-alcoólicas a usar este visual moderno numa campanha publicitária: Já em 1915, a White Rock Beverages o tinha feito para vender água mineral. Tornou a recorrer ao visual para uma anúncio de ginger ale in 1923. Ainda mais cedo, o gorducho vestido no atual traje vermelho e branco já tinha aparecido em várias capas da revista Puck nos primeiros anos do século 20. 


FATOS REAIS: Nos países do Norte da Europa, diz a tradição que o Papai Noel não vive propriamente no Pólo Norte, mas sim na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi, onde de fato existe o "escritório do Papai Noel" bem como o parque conhecido como "Santa Park", que se tornou uma atração turística do local. Criou-se inclusive um endereço oficial como a residência do Papai Noel, a saber: 

Santa Claus
FIN-96930 Arctic Circle
Rovaniemi - Finlândia

Em função disso, a região de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro, que é uma colônia finlandesa, se autodeclarou como a "residência de verão" do Papai Noel. 


TELEVISÃO E CINEMA: Alguns filmes que tem no enredo o envolvimento do Papai Noel.

            - A Origem dos Guardiões (Rise the Guardian – 2012)
            - O Expresso Polar (The Polar Express – 2004)
            - Milagre na Rua 34 (Miracle on 34th Street – 1994)
            - Meu Papai é Noel 3 (The Santa Clause 3: The Escape Clause – 2006)
            - O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas – 1993)
            - Papai Noel Existe (The Nigth They Saved Christmas – 1984) 

SAIBA MAIS: Algumas fontes para pesquisa.
            - Papai Noel: Uma Biografia – Autor: Gerry Bowler

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

SERES FANTÁSTICOS - UNICÓRNIO


NOME ORIGINAL: A origem do tema do unicórnio é incerta e se perde nos tempos. Significa Único Corno/Chifre.
PAÍS: indeterminado.
CARACTERISTICAS: Unicórnio, também conhecido como licórnio, é um animal mitológico que tem a forma de um cavalo, geralmente branco, com um único chifre em espiral. Sua imagem está associada à pureza e à força. Segundo as narrativas são seres dóceis; porém são as mulheres virgens que têm mais facilidade para tocá-los. 

HISTORICO: Acredita-se que o Elasmotherium Elasmotherium ou rinoceronte-de-chifre-grande viveu há 200 mil anos durante o Pleistoceno. Era um parente próximo dos atuais rinocerontes porém era três vezes maior, seu chifre podia chegar a quase 2 metros de comprimento, deu origem ao mito moderno do Unicórnio, como descrito por testemunhas na China e Pérsia.
Apesar de provavelmente ter sido extinto na pré-história, de acordo com a enciclopédia sueca Nordisk familjebok, publicada de 1876 a 1957, e com o cientista Willy Ley, o animal pode ter sobrevivido o suficiente para ser lembrado em mitos do povo russo como um touro com um único chifre na testa.
          Ahmad ibn Fadlan, viajante muçulmano cujos escritos são considerados uma fonte confiável, diz ter passado por locais onde homens caçavam o animal. Fadlan, inclusive, afirma ter visto potes feitos com chifres do unicórnio. 


FATOS REAIS: Em 1663, perto de uma caverna na Alemanha, foi encontrado o esqueleto de um animal que, especulava-se, seria um unicórnio. As ossadas encontradas na Alemanha eram possivelmente de Mamute com outros animais, montados por humanos de forma equivocada.
A caveira estava intacta e com um chifre único no meio, preso com firmeza. Cerca de 100 anos depois, uma ossada semelhante foi encontrada perto da mesma caverna. Os dois esqueletos foram analisados por Gottfried Leibniz, sábio da época e grande cientista (ao nível de Sir Isaac Newton), que declarou que (a partir das evidências encontradas) passara a acreditar na existência de unicórnios.
As presas de narvais capturados nas águas do Ártico circulavam por toda a Europa medieval como prova da existência de unicórnios. Tais presas seriam dotadas de poderes mágicos e curativos. 


TELEVISÃO E CINEMA: Alguns filmes que o tema envolve Unicórnio.

            - Série de animação A Caverna do Dragão (Dungeons and Dragons – 1983 a 1985)
            - O último Unicórnio (The Last Unicorn – 1982)
            - A Lenda (Legend – 1985) 

SAIBA MAIS: Algumas fontes para pesquisa.
            - Manual de Zoologia Fantástica – autor: Jorge Luis Borges