domingo, 12 de abril de 2015

A LITERATURA E O LIVRO NA ERA DIGITAL


            Muitos cometem o equivoco de dizer que o livro e a literatura tiveram seu nascedouro com o advento do papel, mas estão errados. O papel, tal qual aos equipamentos eletrônicos utilizados para armazenar e ler textos nada mais são do que outro tipo de mídia para o mesmo produto.
            Sócrates, o homem mais sábio de todos os tempos (não confundir com o jogador de futebol), era um apreciador da linguagem oral, achava que só o diálogo, a retórica, o discurso e a palavra falada estimulavam o questionamento e a memória, sendo os únicos caminhos a conduzirem ao conhecimento profundo, e consequentemente à sabedoria. Temia que os jovens, com o recurso fácil da escrita e da leitura, deixassem de exercitar a memória e, com a palavra escrita, perdesse o hábito de questionar. O grande filósofo concluiu que a passagem da linguagem oral para a escrita seria uma revolução catastrófica, e ele tinha razão, mas o lado “catastrófico” não veio, permitindo o mais esplendido salto intelectual da civilização ocidental.
            Agora, aproximadamente 2500 anos depois, uma nova revolução bate as nossas portas, e vozes pessimistas reacendem o equivocado pensamento revolucionário de Sócrates. A Era Digital nos expõe uma mudança de fundamento como não ocorre há milênios. A forma física que o texto adquiriu num papiro há quase 3 mil anos antes de Cristo, ou numa folha de papel dos dias atuais, tende a se tornar etérea. Novamente iremos experimentar novidades infinitamente mais praticas.
            Na Era Digital a mudança será radical. O texto em meio digital, mais precisamente o livro, objeto de nossas considerações neste relato, oferece uma experiência visual e tátil inteiramente diferente. Como diz o professor do Collège de France, e especialista na história do livro, Roger Chartier, a Era Digital nos fará desenvolver uma nova relação com a palavra escrita.
            Por séculos a humanidade transmite conhecimento, depois da argila, do papiro e do pergaminho, no papel. Dos livros manuscritos pelos monges da Idade Média à página térmica utilizada nos aparelhos de fac-símile, sempre fora utilizada a mídia papel.
            Lentamente, durante o século XX, a escrita e leitura passaram a se dar através de telas de vidro – mais precisamente de cristal liquido –, experimentando novas plataformas. Depois vieram os Smartphones, os tablets e os leitores eletrônicos, tais como Kobo, Kindle e Google Play. Desde 2011, a Amazon, uma gigante do mercado varejista on-line, já vende mais livros digitais do que livros impressos, no mercado americano, e desde o começo do ano, começou a atuar fortemente no mercado brasileiro. Desde a invenção dos tipos móveis de Gutenberg que o livro não recebia intervenção tecnológica tão significativa.
            As vantagens são inúmeras, se compararmos o livro digital com o impresso, a começar pelo preço. Até o final do preparo do original para o envio a impressão, os custos são praticamente os mesmos. A diferença está no momento em que a obra é “impressa” na mídia final. 
No papel, o original pronto vai para uma gráfica, onde é impresso, encadernado e embalado, gerando um custo. Pronto, o livro de papel deve ser transportado até os pontos de vendas e entregue aos seus compradores, gerando custo de logística (estoque, transporte e entrega). Na versão eletrônica não existe o custo da gráfica, que é considerável, pois o original se transforma em um arquivo digital, sendo disponibilizado por meio eletrônico, com custo quase que nulo para a editora e livrarias, pois estão excluídos os custos com estoque, transporte e entrega, além de não haver necessidade de “reimpressão”, pois os exemplares eletrônicos são “ilimitados”.
            Mas os defensores dos livros de papel podem alegar que os leitores são muito caros. Esse é um argumento, a primeira vista, correto, mas que não se sustenta se analisarmos com mais cuidado. Um leitor é uma mídia que será comprada para ler e armazenas milhares de livros. Um leitor terá em suas mãos, quem um simples clicar, toda uma biblioteca. Então, sob esta ótica, o leitor possui um custo ínfimo, isso sem contar o fato de que quase toda a população leitora possui ao menos um smartphone, que possuem aplicativos de leitura gratuitos, sendo o único incomodo o tamanho da tela.
            O livro da Era Digital, diferente do livro de papel, também contribui com os profissionais do livro em suas estratégias de mercado e apresentam uma importante ferramenta para que eles conheçam seu cliente. A Amazon, Apple e Google espiam seus leitores, buscando saber quantas paginas leem por dia, o tempo consumido e os títulos preferidos, antecipando tendências.
            Um exemplo de tal feedback é o apresentado pela Barnes & Noble, a maior cadeia de livrarias dos Estados Unidos, que analisando os dados colhidos pelo seu leitor eletrônico, o Nook, descobriu que livros de não ficção são lidos de modo intermitente. Os romances, não. Leitores de policiais são mais rápidos que os de ficção literária.
            O ofício do escritor também passa por uma grande transformação. Existem editoras que já testam os livros digitalmente antes de publica-los na versão de papel. Há, também, a possibilidade do próprio autor publicar seu livro digital, sem a intervenção dos chamados editores, mas isso pode se tornar uma armadilha para o próprio escritor. O professor Robert Darnton, da Universidade Harvard, respeitado historiador cultural, alerta que “O texto no computador fica limpo, organizado, justificado. Fica tão bem que parece dispensar revisão e pode ser despachado com um clique. Frequentemente o é, para desgraça de quem preza a clareza e o estilo.” O que ele quer dizer é que, alguns processos encontrados durante a produção de uma obra são essenciais, tais como, revisão (o corretor ortográfico do Word não é perfeito), diagramação e capa, precisam ter boa qualidade, pois, antes de ser um livro, ele é um produto como outro qualquer e precisa ter uma boa aparência e qualidade. Nunca se escreveu tantos livros, mas, na maioria, com qualidade questionável.
            Os dicionários já estão deixando de serem impressos em papel, pois é mais fácil atualizá-los digitalmente, e na era digital, é muito mais fácil colocar sobre o criado mudo um leitor eletrônico, com milhares de obras, que não possui mais do que poucos milímetros de espessura, afinal, os apartamentos estão cada vez mais se transformando em “apertamentos”.
            Então o livro de papel vai acabar? Bem, com a importância dada a sustentabilidade, é bem provável que ele irá ser reduzido a um numero bem pequeno, com preços elevados, e destinados a colecionadores, tal qual ocorreu com os discos de vinil, mas não creio que irá desaparecer por completo, ao menos até vermos a Enterprise ir “onde nenhum homem jamais esteve”. Quanto a mim, ainda sinto necessidade de sentir aquele cheirinho delicioso do livro de papel.


Por: J. Modesto

segunda-feira, 23 de março de 2015

O BESOURO VERDE

NOME ORIGINAL: The Green Hornet
PAÍS: Estados Unidos da América
CRIADOR(ES): George W. Trendle e Fran Striker
DATA DA CRIAÇÃO: 1936
PRINCIPAIS INIMIGOS: Besouro Negro.

PODERES:
 - Intelecto genial
 - Incrível detetive

FRAQUEZAS:
 - Todas as de um ser humano normal.

HISTÓRICO DO PERSONAGEM: O Besouro Verde é Britt Reid, milionário dono do jornal "O Sentinela Diária" que se transforma num vingador encapotado ao estilo do Sombra . Ele é ajudado por Kato, seu mordomo de origem oriental mestre em artes marciais. Kato, dirige o Beleza Negra, um carro tecnologicamente avançado.

O HERÓI NA MÍDIA: A primeira revista em quadrinhos do Besouro Verde foi lançada em dezembro de 1940. A série, intitulada "Green Hornet Comics", foi publicada pela Helnit Comics (às vezes chamada de Holyoke), com roteiros do próprio Fran Striker. Esta série teve apenas seis edições. Vários meses depois, a Harvey Comics lançou sua própria versão, começando com a edição nº 7. Esta série terminou em 1949, na edição 47. O título mudou para "Green Hornet Fights Crime" na edição 34 e "Green Hornet, Buster Racket" na edição 44.
Harvey ainda usou o personagem no one-shot War Victory Comics em 1942 . Deu-lhe uma aventura em cada uma das duas edições do All-New Comics, número 13 (também foi destaque na capa) e no nº 14, em 1946. A série da Harvey chegou a conter histórias produzidas por artistas como Jack Kirby, Joe Simon e Jerry Robinson. Algumas edições da revista podem ser encontradas no site Digital Comic Museum, página da internet que hospeda histórias em quadrinhos em domínio público, porém, não há aventuras protagonizadas pelo Besouro Verde e por Kato e sim por personagens publicados pelas revistas que não tiveram seus direitos renovados.

Dell Comics publicou um one-shot com o personagem publicado em Four Color #496 (1953), vários meses após a série de rádio ser cancelada (em dezembro de 1952).
Em 1967, a Gold Key Comics produziu uma série de três edições baseada na série de TV.
Em 1989, a NOW Comics lança uma nova série do herói, roteirizada por Ron Fortier e desenhos de Jeff Butler. A série tentou unificar a cronologia das várias mídias dos personagens, tendo sido estabelecido que o Britt Reid da série radiofônica e dos quadrinhos da Helnit e da Harvey havia atuado nas décadas de 1930 e 1940 ao lado de seu ajudante Kato (cujo nome completo foi revelado, Ikano Kato). O Besouro Verde da série de televisão na verdade era Britt Reid II, sobrinho do Besouro original.
Em 2009, após quatro anos de negociação, a Dynamite Entertainment anunciou que obtivera autorização da Green Hornet Inc. para produzir novas histórias do personagem. O primeiro arco de história foi adaptado de um roteiro escrito por Kevin Smith para um filme que nunca chegou a ser realizado pela Miramax. Como Smith já havia recebido pela Miramax, a Dynamite não precisou pagar pelo roteiro. Coube a Phil Hester adaptar o texto de Smith com desenhos de Jonathan Lau e capas de Alex Ross (o mesmo foi feito com um roteiro de Smith para O Homem de Seis Milhões de Dólares).
A editora lançaria em 2010 as séries The Green Hornet Strikes! (focada em uma encarnação futurista do herói), roteirizada por Brett Matthews, desenhada por Ariel Padilla e com capa de John Cassaday e Green Hornet: Year One, roteirizada por Matt Wagner e desenhada por Aaron Campbell. O personagem ainda protagonizaria um crossover com o Capitain Action (baseado em um brinquedo da década de 1960), publicado pela Moonstone.

Com o anúncio do filme estrelado por Seth Rogen e Jay Chou, a Dynamite publicou a revista "The Green Hornet: Parallel Lives". A revista era um prelúdio do filme, escrita por Jai Nitz e desenhada por Nigel Raynor. A Sony encartou a primeira edição da minissérie na edição do filme em DVD, sendo vendida inclusive no Brasil.
A mesma dupla também seria responsável pela revista The Green Hornet: Aftermath, publicada em abril de 2011. A série dava sequência aos eventos ocorridos no filme. A editora também lançou The Green Hornet: Golden Age Re-Mastered, uma série de encadernados reunindo aventuras publicadas durante a Era de Ouro dos Quadrinhos (período em que foram lançadas a séries das editoras Helnit e Harvey).
Em julho de 2012, anunciou a minissérie em oito edições, Masks, onde o herói protagonizou com outros mascarados (The Spider, O Sombra, Zorro, Miss Fury, Black Bat, Green Lama e Black Terror), com roteiros de Chris Roberson e arte de Alex Ross. A trama é baseada em histórias de The Spider, escritas por Norvell Page, na década de 1930. Em outubro do mesmo ano, a editora anunciou uma série escrita por Mark Waid. O ilustrador Paolo Rivera que havia trabalhado com Waid em Demolidor, da Marvel Comics, ficou responsável pelas capas
Na década de 1940, a Whitman Publishing Company publicou quatro Big Little Books baseados no personagem: The Green Hornet Strikes!, The Green Hornet Returns, e The Green Hornet Cracks Down. Em 1966, a mesma editora, publicou o livro "The Green Hornet: Case of the Disappearing Doctor", escrito por Brandon Keith, e baseado na série de televisão. Na mesma época, a Dell Publishing lançou o livro de bolso, "The Green Hornet in The Infernal Light", escrito por Ed Friend, não só derivada da produção de TV, mas, "supostamente” baseado em um dos episódios da mesma.
Em 2009, Moonstone Books consegui a licença para publicar obras literárias do personagem, no estilo das revistas pulp, sendo publicados textos nas antologia "The Green Hornet Chronicles", em junho de 2010 e no ano seguinte na "Pulp Fiction Magazine".

O Besouro Verde ainda foi protagonista de sua própria Série de TV e teve participações da Serie Batman & Robin, com Adam West e Burt Ward (1966).

                                  
ALGUNS FILMES, ANIMAÇÕES E SERIADOS:
Animações:
           - Não há.
           
Seriados:
            O Besouro Verde – 26 episódios – 1966 a 1967.

Filmes:
           - The Green Hornet (1940)
- The Green Hornet Strikes Again! (1941)
- Batman & Robin – 120 episódios (1966 a 1968)
- The Green Hornet (2006) • 
- The Green Hornet (2011)

Video games:
            - Não há.




segunda-feira, 9 de março de 2015

AUTORES BRASILEIROS DE TERROR - NELSON MAGRINI

Nelson Magrini é Engenheiro Mecânico, estudioso e pesquisador em Física, com ênfase em Mecânica Quântica e Cosmologia. Escritor, professor e consultor em Gestão Empresarial e Cadeira Logística, além de Agente Cultural e de Cidadania, com os projetos Novos Autores Literários e Mobilidade Automotiva para Deficientes Físicos.
Estreou na literatura com a obra ANJO: A Face do Mal (2004), seguida de Relâmpagos de Sangue (2006), ambas pela Editora Novo Século. Em 2008 participou da coletânea de contos Amor Vampiro (Giz Editorial). Um ano depois enveredaria pela literatura Juvenil com o excelente OS GUARDIÕES DO TEMPO (Giz Editorial), Foi um dos fundadores do Fontes da Ficção. Já Publicamos um Perfil do autor tempos atrás.
Lançou a continuação de ANJO pela Novo Século, alcançando relativo sucesso. Atualmente busca publicar seu novo livro.

Suas publicações até o momento são:
 


 


2004
 - ANJO: A Face do Mal (Novo Século)
2006
 - Relâmpagos de sangue (Novo Século)
 - Visões de São Paulo (Tarja) - com outros autores
2008
- Amor Vampiro (Giz Editorial) 
2009
 - Os guardiões do Tempo (Giz Editorial) 
2011
 - Anjos Rebeldes (Universo Editorial) - com outros autores)
2012
 - CEIFADORES: Anjo: A Face do Mal II (Novo Século)
 - Livro do Medo (Orago) - com outros autores
(Fonte: Skoob e blog do autor)

Contatos
Site: não tem
Blog: nmagrini.blogspot.com
Facebook: https//pt-br.facebook.com/nelsonmagriniescritor
e-mail: nelson_magrini@yahoo.com.br

Até o próximo mês com a matéria sobre M. D. AMADO.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

SERES FANTÁSTICOS - ASMODEUS

NOME ORIGINAL: Asmodeus significa "criatura que julga", “Criatura do julgamento”, “O destruidor”. O nome Asmodeu significa também “aquele que faz perecer” (anjo destruidor II Samuel 24:16, Sabedoria 18: 25, Apocalipse 9:11). Asmodeu reaparece no Testamento de Salomão (onde ele é, como em Tobias, inimigo da união conjugal) e no judaísmo pós-biblico. Asmodeus também é chamado de Ashmadia que pode originar do Persa Aeshma-Deva ou "Demônio da Ira", um dos demónios do parsismo. Em língua persa Aeshma-Daeva, era o Demónio Destruidor, o Exterminador. O seu nome significa o “Sopro ardente de Deus”.
PAÍS: Mundial
CARACTERISTICAS:
Asmodeus é normalmente representado como uma espécie de quimera, com asas e três cabeças: uma de homem com hálito de fogo, uma de touro e uma de carneiro, símbolos de virilidade e fertilidade. Porém, pode ser representado também como uma espécie de feiticeiro capaz de adotar a forma de aranha.
HISTORICO: As diversas teses acerca do seu nascimento. Algumas fontes dizem que Asmodeus era um anjo caído, tendo a condição de Serafim ou Querubim, antes da sua queda. Nas antigas tradições apócrifas, Asmodeus seria filho de Adão (Adamah) o primeiro homem, e de Lilith, enquanto ela ainda era sua esposa (Lilith foi a primeira mulher de Adão, só depois Deus criou Eva) e ambos viviam no paraiso.
Só depois, Lilith se revoltou e saiu do paraíso, passando a ser a terrível Deusa Negra.

     Ashmoedai seria o mais velho de 7 irmãos demónios: Mahawet, Sham'ha, Naam'ha, Shibbetha, Bahael et Rhu'há.
      Mais tarde, Lúcifer veio a possuir Eva (a segunda mulher de Adão), e desse segundo relacionamento sexual nasceu Caim. Assim, Caim e Asmodeus são por isso os primeiros primogênitos da história humana, ambos condenados aos domínios infernais.
     Outros escritores judaicos descrevem o nascimento de Asmodeus através de um incesto de Tubal Cain com sua irmã Noema.




FATOS REAIS: Asmodeus é um demônio da mitologia do judaísmo (Livro de Tobias 3,8,17- 6,14 – 8,2), considerado o demónio bíblico da ira e da luxúria.
     É um demónio bíblico, foi ele quem matou os 7 maridos de Sara, filha de Raquel, no próprio dia do casamento.
    De acordo com o dicionário bíblico, Asmodeus é o demónio que assediava Sara, filha de Raquel, e que matou os seus sete primeiros maridos, no próprio dia do casamento, antes de eles terem relaçoes sexuais. Sara, devido á vergonha que tal situação causava ao pai, pediu a Deus para morrer. Então Deus ouvindo as suas orações, enviou o Arcanjo Rafael para resolver o problema e guiar Tobias. Assim, o Arcanjo Rafael deu a receita do “medicamento de Deus”, que consistiu em queimar, num queimador de incenso, uma mistura de coração e fígado de um certo peixe. O terrível cheiro do peixe expulsou o demónio do corpo de Sara, e o Arcanjo Rafael o teria capturado e acorrentado de mãos e pés no deserto do alto Egito, permitindo desta forma a Sara casar-se com Tobias. Este posteriormente cegou, mas graças á ajuda do seu filho e da interferência do Arcanjo Rafael, ficou curado.
     Asmodeus, o grande rei dos demônios, tem como consorte mais nova, Lilith “a jovem”, filha do rei Qafsefoni. Nos Capítulos dos Pequenos Hehalot está escrito que Samael, o grande príncipe dos demónios, tem excessivos ciúmes de Asmodeus por causa desta Lilith, a Jovem.
     A Qabahla Medieval diz que de Asmodeus e de sua consorte Lilith nasceu um grande príncipe no paraíso, sendo este a régua de oitenta mil demônios destrutivos e é chamado de "a espada do rei Asmodeus". Seu nome é Alefpene'ash e sua face queima como um fogo violento (' esh). Ele também é chamado Gurigur, porque antagoniza e luta com o "Príncipe de Judah" tentando-o durante seu jejum de 40 dias no deserto.
     Na demonologia, Asmoday é normalmente representado com asas e três cabeças: uma de homem com hálito de fogo, uma de touro e uma de carneiro, simbolos de virilidade e fertilidade.
     É representado sentado sobre um dragão infernal, armado de uma lança e cuspindo fogo. Sendo o demónio chefe de shedin, classe de demónios com garras de galo, ele mesmo tem pés de galo, e uma cauda de serpente.
    Numa classificação demonológica baseada nas categorias dos sete pecados capitais, Asmodeu é o demônio da luxúria e da lascívia.
     No século 16º alguns demonólogos, atribuiram um mês a cada demónio: o mês de NOVEMBRO foi considerado o mês, em que o poder de Asmodeus estaria mais forte.
     Outros demonólogos, afirmaram que o seu signo zodiacal era aquário, mas somente entre 30 de Janeiro e 8 de Fevereiro.
     Na casta demoníaca – HIERARQUIA segundo a goetia – Ashmedai, pertence á casta de demónios mais poderosos. É tido como um dos cinco príncipes do inferno, abaixo de Lúcifer, o imperador. São eles: Asmodeus, Astaroth, Baal, Belzebub, Belial.
     Asmoday é o 32º espírito da Goetia. É um grande, forte e poderoso rei, que governa 72 legiões de espíritos inferiores.
    
 

TELEVISÃO E CINEMA: Alguns filmes que tem no enredo participação de Asmodeus.
  - Demons Hunters (2005)
  - Spectre (1977)



SAIBA MAIS: Algumas fontes para pesquisa.
 - Liber Azerate, Joy of Satan, Asmussen, Jes Peter (1983)
 - "Aēšma", Encyclopaedia Iranica, 1, New York: Routledge & Kegan Paul, pp. 479–480
 - Wikipédia, a Enciclopédia Livre
 - History of Zoroastrianism, New York: OUP,  Russell, James (2001)
 - As Clavículas de Salomão - As Chaves da Magia Cerimonial, Brasil (2004).