domingo, 3 de fevereiro de 2013

JOÃO E MARIA - Caçadores de Bruxas

Muita gente vem distorcendo o básico: não é o Cinema que vem transformando narrativas infantis em histórias de mistério e terror. O que o Cinema vem fazendo é justamente o contrário: resgatar a essência desses contos, que de fada não têm absolutamente nada. O problema está em como se tem feito isso... As recentes tentativas foram com o banal “A Garota da Capa Vermelha” (a versão dark da Chapeuzinho Vermelho) e com o mediano “Branca de Neve e o Caçador”, que remete à vertente tenebrosa da personagem-título. Agora é a vez dos irmãos perdidos na floresta terem a chance de se apresentarem ao grande público no longa “João e Maria – Caçadores de Bruxas”, roteirizado e dirigido por Tommy Wirkola.
Outra distorção bastante desagradável está em dizer que o roteiro não seguiu a versão original do conto. É preciso lembrar a certos desavisados algo deveras importante: que versão original? Assim como os supracitados, esse conto se originou pela tradição oral e, pela lógica, foi sendo modificado durante o passar dos anos, até ganhar uma espécie de “versão definitiva”, que se imortalizou pelos Irmãos Grimm, no século XIX. Tal escrito que, por sua vez, não se pode de forma alguma ser considerado como o original. Sendo assim, optou-se por uma saída – ao meu ver – prudente: mesclar elementos das variáveis antigas e adicionar alguns novos. Ora, tendo muitas origens, não se deixou de ser fiel, certo?
Embora a premissa desperte algum interesse a princípio, percebe-se certo didatismo e não é para menos: havia uma ideia de que o filme também fosse para crianças, que foi depois descartada (a faixa indicativa é para maiores de 16 anos). Por ser tudo muito explicadinho (como se fosse para crianças), acaba ficando redundante e bobinho para o público adulto. Dessa forma, o espectador é apresentado ao casal de irmãos ainda pré-adolescentes abandonados pelos pais na floresta assombrada, que caem nas garras da bruxa que pretende comê-los, fogem e se transformam em caçadores de bruxas negras. Já adultos e famosos por ser feitos, são contratados por um prefeito para salvar sua cidade, onde 12 crianças sumiram misteriosamente.

PERFIL DO AUTOR - Leonardo Brum

FEVEREIRO/2013
LEONARDO BRUM

 

Leonardo Brum iniciou na escrita no seu tempo de adolescência, quando surgiram os primeiros textos que lhe renderam menções honrosas em concursos literários. Na mesma época, nasceu a paixão pelo mistério, quase uma obsessão - nas palavras do autor - quando passou a devorar livros e filmes do gênero. Os primeiros esboços de histórias mais longas já davam mostras do estilo marcado pela trama criativa e envolvente, o suspense impactante onde o real e o imaginário se confundem, e o lugar-comum como o palco essencial da fantasia e do sobrenatural. Abordando temas diversos como o thriller psicológico, a realidade fantástica, o terror, vampirismo e Ufologia, Leonardo Brum explora as limitações humanas ante a situações incomuns e a coragem de superar os próprios medos e frustrações. Em suma, a irrealidade que gera uma reflexão para o mundo cotidiano.

                BIBLIOGRAFIA

 
        Leonardo Brum possui a seguinte bibliogrfia

         Ficção
         Um Mundo Perfeito (2010)

         Terra Cruz (2012)

         Prêmios
         2011 – Codex de Ouro
                      Melhor Obra Sobrenatural/Terror 2011 – Um Mundo Perfeito

           Booktrailers
           Terra Cruz
                http://www.youtube.com/watch?v=dQiAzewVPiA
 

Capa de alguns livros publicados

 

domingo, 27 de janeiro de 2013

OPINIÃO & DEBATE - Ficção Nacional é ruim?


Por L. H. Hoffmann
 
O ano de 2013 nem bem começou e o mercado editorial foi sacudido por uma polêmica que, apesar de antiga, vem travestida de novidade. Graças a dois artigos publicados no caderno “Ilustrada” do jornal “Folha de São Paulo”, a discussão sobre a publicação de romances nacionais vem tomando um vulto exagerado, calcada em informações incompletas e equivocadas, o que pode causar danos ainda maiores no já difícil processo de publicação de livros de ficção “made in Brasil”.
Diante dos artigos publicados no referido periódico faz-se necessário algumas ponderações, uma vez que se deve fazer comparações em condições equivalentes. Fica difícil vencer uma corrida onde seu adversário está equipado com uma Ferrari e você com um carro 1.000;
Para que o leitor entenda o que estou falando, sugiro que primeiro leiam as referidas publicações acessando os seguintes links:



Lidos tais artigos, partamos agora para uma análise dos dados e argumentos apresentados pelos colunistas e seus entrevistados.
No artigo assinado por Marcos Rodrigo a ficção nacional é apresentada como “um investimento ruim”, quando o correto seria “sem investimento”. As justificativas apresentadas, no meu ponto de vista, são equivocadas, dando a impressão que o produto “ficção nacional” é ruim. Isto posto, vamos analisar alguns desses argumentos.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

PERFIL DO AUTOR - CONTO - Sérgio Pereira Couto

AVISO AOS NOSSOS LEITORES: Devido ao fato do presente conto passar a ter sua publicação através de uma editora, fomos forçados a excluí-lo de nosso site, respeitando os Direitos Autorais dos envolvidos. Contudo, se os nossos leitores estiverem interessados a conhecer a presente obra, poderão adquiri-la através dos links no final desta postagem.
O Administrador.





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